"O bom-senso vai mais longe do que muito conhecimento

 


TODOS OS PAPAS

 

 

São Pedro (32 - 67)
Jesus mudou o nome de Simão para Pedro, "Pedra", " Rocha". 
Pedro era pescador. Jesus o converteu em "pescador de homens". 
Pedro sofreu o martírio sendo crucificado de cabeça para baixo, em Roma. Foi sepultado na colina Vaticana, em Roma, onde hoje está a Basílica de São Pedro.

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São Lino (67 - 76)

Nasceu em Volterra e foi o primeiro a receber a herança de Pedro na 

direção da Igreja.
Foi quem nomeou os primeiros bispos da Igreja. 
Sofreu o martírio no ano 76 e foi sepultado ao lado de São Pedro.

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São Cleto ou Anacleto (76 - 88)

Nasceu em Roma. Foi no seu pontificado que o imperador 
Domiciano desencadeou a segunda perseguição contra os cristãos. 
Construiu um pequeno templo na tumba de São Pedro.
Morreu mártir no ano 88 e foi sepultado ao lado de São Pedro.

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São Clemente (88 - 97)
Nasceu em Roma. Foi exilado pelo imperador Nerva. Na época do imperador Trajano foi forçado a oferecer sacrifícios aos deuses romanos.Não obedecendo às ordens do imperador, foi condenado à morte e jogado no mar com uma âncora de ferro atada ao pescoço. 
Mais tarde foi transladado para Roma e sepultado  onde hoje está a basílica de São Clemente. Introduziu os paramentos sagrados na liturgia.

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  Santo Evaristo (97 - 105)

Nasceu na Palestina e recebeu sua educação na Grécia e em Antioquia.
Com o crescimento das comunidades cristãs instituiu as paróquias.
Sofreu o martírio no ano 105.

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Santo Alexandre I (105 - 115)
Nasceu em Roma. Foi uma pessoa culta e sábia. Foi discípulo de Plutarco e de Plínio, o jovem. 
Foi o primeiro Papa eleito e não designado por testamento. 
Instituiu o uso da água benta e prescreveu que a hóstia deve ser 
feita de pão ázimo.

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São Sisto I (115 - 125)

Nasceu em Roma. Procurou fazer uma organização melhor da Igreja.
Introduziu o tríplice canto do Santos na missa.

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São Telésforo (125 - 136)

Nasceu na Calábria de uma família grega.
Viveu como um eremita durante muitos anos.
Prescreveu o jejum e a penitência durante as sete semanas 
que antecedem a Páscoa.

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Santo Igino (136 - 140)

Nasceu em Atenas e era reconhecido como filósofo.
Lutou para afirmar a validade do Antigo Testamento. 
Prescreveu que as igrejas fossem  consagradas a um santo.
Entregou sua vida a Deus através do martírio.

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São Pio I (140 - 155)

Nasceu na Aquiléia. 
Alguns historiadores atribuem a São Pio I a designação de celebrar a festa da Páscoa no primeiro  domingo depois do plenilúnio do mês de março.
Morreu martirizado.

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  Santo Aniceto I (155 - 166)

Nasceu na Síria. Confirmou a festa da Páscoa conforme seu 
antecessor.
Também faleceu através do martírio.

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São Sotero (166 - 175)

Nasceu em Fondi (Lácio). Enviou ajuda material para a comunidade cristã de Corinto que sofria uma perseguição violenta.
Foi o primeiro que outorgou o caráter de sacramento ao matrimônio.

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  Santo Eleutério (175 - 189)

Nasceu em Épiro. Durante seu pontificado surgiram as perseguições do imperador Marco Aurélio. Santa Cecília foi martirizada nesta época. 
Santo Eleutério também foi martirizado.

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São Vitor (189 - 199)

Era africano.
Foi um período tranquilo e favorável para o cristianismo, graças 
à proteção de Márcia e de Júlia Domna, esposas dos imperadores Cómodo e Septimo Severo respectivamente.

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  São Zeferino (199 - 217)

Nasceu em Roma. Nomeou São Calixto seu Secretário particular. 
Defendeu a indissolubilidade do matrimônio e o rito do batismo.

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São Calixto (217 - 222)
Nasceu em Roma de uma família nobre. Mandou construir e organizar as catacumbas que depois receberam o seu nome. 
Nessas catacumbas foram sepultados 46 papas e 170.000 mártires. 
Construiu, também em Roma,  a basílica de Santa Maria em Trastevere, a primeira igreja consagrada a Virgem Maria. Morreu mártir.

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  Santo Urbano I (222 - 230)

Foi decapitado por ordem do prefeito de Roma Túrcio Almênio.

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São Ponciano (230 - 235)

Nasceu em Roma. Ordenou que fossem cantados os salmos nas igrejas. 
Foi deportado para Sardenha e submetido a muitos sofrimentos. 
Veio a falecer devido aos maus tratos sofridos.

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Santo Antero (235 - 236)

Começou a fazer um registro oficial de todas as obras da Igreja. 
Esse documento foi guardado num lugar chamado "scrinium". 
Infelizmente no tempo do imperador Diocleciano tal obra foi queimada. Santo Antero morreu martirizado.

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  São Fabiano (236 - 250)

Foi um excelente administrador. Dedicou-se à organização das 
dioceses de Roma. Dividiu a cidade em sete distritos.
Foi martirizado.

 

São Cornélio (251 - 253)

Sua eleição ocorreu depois de muitas discuções. O sacerdote 
Novaciano se autoproclamou Papa. São Cornélio convocou um 
concílio que condenou Novaciano e o declarou antipapa. 
São Cornélio foi exilado para Civitavecchia por não ter querido 
oferecer sacrifícios aos deuses. Faleceu no exílio.

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  São Lúcio I  (253 - 254)

Lutou contra o laxismo do clero.

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Santo Estévão I (254 - 257)

Era de família nobre de Roma. Teve desavenças com as Igrejas da África e da Ásia a respeito da supremacia da sede de Roma. 
Foi martirizado nas perseguições do imperador Valeriano.

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São Sisto II (257 - 258)

Nasceu am Atenas.  Era um homem de grande cultura e doutrina. Trabalhou para que as relações com a Igreja de Cartago fossem reforçadas pacificamente.
Foi decapitado nas perseguições do Imperador Valeriano.

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São Dionísio (259 - 268)

Foi eleito depois de um ano de sede vacante devido à perseguição do imperador Valeriano.
Resgatou muitos prisioneiros cristãos e reconstruiu várias igrejas destruídas.

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São Félix I (269 - 274)

Lutou contra o maniqueismo, que negava a essência de Cristo e que só admitia dois princípios que regiam o mundo: o bem e o mal. Morreu mártir.

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Santo Eutiquiano (275 - 283)

Ordenou que os mártires fossem objeto de grandes honras e que seus corpos fossem envolvidos em lençol branco e vestidos com uma túnica roxa denominada dalmática. Morreu martirizado.

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  São Caio (283 - 296)

Nasceu na Dalmácia e era sobrinho do imperador Diocleciano.
Morreu mártir por ordem do imperador Maximiniano.

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  São Marcelino (296-304)

Era natural de Roma. No seu pontificado as perseguições de Diocleciano adquiriram  grande crueldade. Foi durante o seu pontificado que o Bispo de Roma passou a ser chamado de Papa (pai). Sofreu o martírio no dia de Natal de 304.

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São Marcelo I (308 - 309)
Nasceu em Roma.
Foi eleito quatro anos depois de São Marcelino devido às terríveis condições em que viviam os cristãos com as perseguições. Estabeleceu que os concílios fossem convocados unicamente com prévia autorização do Papa.

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  Santo Eusébio (309)
 

Governou a Igreja por apenas quatro meses.
Foi martirizado por ordem do imperador Maxêncio.

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São Melquíades (311 - 314)

Nasceu na África. Foi no seu pontificado que foi promulgado o edito do imperador Constantino estabelecendo que a religião cristã podia ser professada livremente.
São Melquíades iniciou a construção da basílica de São João.

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São Silvestre I (314 - 335)

Convocou o primeiro Concílio Ecumênico, realizado em Nicéia. Batizou o imperador Constantino em Jerusalém por ocasião da consagração da igreja do Santo Sepulcro.
Faleceu no dia 31 de dezembro.

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  São Marcos (336)

Seu  pontificado durou poucos meses. Lutou contra a heresia dos arianos.

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São Júlio I (337 - 352)

No concílio de Sárdica, atual Sofia, foi estabelecido que toda decisão adotada em concílios ou por sedes episcopais, devia ser ratificada por Roma. 
Deve-se a São Júlio a instituição dos Arquivos Vaticanos. 
Está sepultado na igreja de Santa Maria, em Trastevere.

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São Libério (352 - 366)

Nasceu em Roma da famíla dos Savelli. Teve fortes disputas com o imperador Constâncio devido à heresia ariana. 
Foi exilado para a França pelo imperador. 
O povo forçou o seu retorno. 
Construiu a basílica de Santa Maria Maior.

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  São Dámaso I (366 - 384)

Nasceu na Espanha, de família nobre.
Teve que lutar, inclusive fazendo uso das armas, contra o antipapa Ursino. Reiterou a preeminência da Igreja sobre as demais. Trabalhou com muita firmeza na cristianização da sociedade romana.

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São Sirício (384 - 399)
Nasceu em Roma. Foi o primeiro a adotar o apelativo de Papa. Prescreveu o celibato aos sacerdotes e aos diáconos. Prescreveu também  que a ordenação dos sacerdotes somente fosse realizada pelos bispos.
Foi um homem enérgico que se fez respeitar por todos e em qualquer circunstância.

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Santo Anastácio I (399 - 401)

Nasceu em Roma.
Proibiu as obras de Orígenes, considerando-as heréticas.

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  Santo Inocêncio I (401 - 417)

Viveu em toda sua tramacidade a invasão dos Godos de Alarico.
Obteve de Alarico que muitas vidas humanas fossem poupadas e que as igrejas não fossem destruídas.

  São Zósimo (417 - 418)

Era grego.
Foi um pontificado breve e atormentado pela difusão da heresia 
pelagiana.

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São Bonifácio I (418 - 422)

Sua nomeação foi confirmada por um Concílio, visto que o povo e uma parte do clero elegeram cada um seu próprio representante.

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  São Celestino I (422 - 432)

Foi amigo de Santo Agostinho.
Mostrou grande dedicação às missões na Escócia e na Irlanda 
através da obra de Paladino e de São Patrício.

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São Sisto III (432 - 440)

Nasceu em Roma. Embelezou a basílica de Santa Maria Maior 
com os  mosaicos que até hoje são admirados. Construiu também a igreja de São Lourenço em Lucina.      

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São Leão (Magno) ( 440 - 461)
Foi considerado a figura ideal do pontífice romano, tendo sido tomado como exemplo nos séculos seguintes. Conseguiu deter Átila, rei dos Hunos, mas  não teve a mesma sorte quanto aos Vândalos de Genserico, que em junho do ano 455 saquearam Roma, deixando em pé somente as basílicas. 
Trabalhou na reconstrução de Roma que tanto amava.

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Santo Hilário (461 - 468)

Nasceu na Sardenha. Recebeu sua formação através dos ensinamentos de São Leão. Fundou no palácio de Latrão duas bibliotecas que constituiriam o primeiro núcleo da Biblioteca Vaticana. Se dedicou ao embelezamento das igrejas.

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São Simplício (468 - 483)

Era italiano.
Durante seu pontificado foi extinto o império do ocidente. 
Dedicou-se à organização do patrimônio da Santa Sé, dando prova de ser um excelente administrador.

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  São Félix III ( 483 - 492)

Nasceu em Roma.
No seu pontificado tiveram início as desavenças com o patriarcado de Constantinopla.

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São Gelásio (492 - 496)

Nasceu na África. 
Tentou conciliar a Igreja do Oriente com a Igreja do Ocidente, mas não conseguiu por causa da oposição do imperador Anastácio. 
Recorreu às posses da Igreja para ajudar o povo nas épocas de 
caristia e de peste.

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  Santo Anastácio II (496 - 498)

Era natural de Roma.
Fez várias concessões à Igreja do Oriente, ganhando muitas antipatias tanto do povo como do clero, a ponto de ser acusado de heresia.

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São Símaco (498 - 514)

Era natural da Sardenha.
É atribuído a São Símaco a construção do primeiro núcleo do Palácio Vaticano.
A ele se atribui o costume de cantar o "Glória a Deus nas alturas" na santa missa.

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Santo Hormisdas (514 - 523)
Era italiano.
No seu pontificado houve a reconciliação entre a Igreja do Oriente e a do Ocidente. Estabeleceu que os cargos de bispo não 
podiam ser comprados com privilégios ou donativos.
Foi no seu pontificado que São Bento fundou a Ordem dos Beneditinos.

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São João I (523 - 526)


Nasceu em Toscana. Foi um pontificado turbulento por causa das hostilidades do imperador Teodorico. 
Faleceu martirizado em Ravena onde estava prisioneiro.

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São Félix IV (526 - 530)

Nasceu em Benevento, Itália. Foi imposto pelo imperador Teodorico. Durante seu pontificado se difundiu na Itália o monacato, e foi construída a abadia de Monte Cassino.

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Bonifácio II (530 - 532)


Nasceu em Roma.
Sua imagem foi prejudicada por uma atitude muito discutível que teve com o Senado Romano.

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João II (533 - 535)

Nasceu em Roma.
Foi contra o uso da simonia para eleger os bispos, o que repercutia negativamente na eleição do papa.
A partir de seu pontificado, os papas mudam de nome ao serem eleitos.

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Santo Agapito I (535 - 536)


Nasceu em Roma.
Exerceu seu ministério com muita dedicação.
Faleceu em Constantinopla.

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São Silvério (536 - 537)
Era Italiano. Enfrentou várias vicissitudes tanto com Belisário, que desembarcou na Itália com a intenção de reconquistá-la e 
incorporá-la ao império do Oriente, como com a imperatriz Teodora. Foi preso e desterrado  para a ilha de Ponza, onde morreu martirizado.

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Vigílio ( 537 - 555)

Nasceu em Roma de família nobre. Foi eleito graças à simonia, à calúnia  e à cumplicidade da imperatriz Teodora. De caráter débil, foi vítima de chantagens por parte da imperatriz e do imperador Justiniano. Morreu em Siracusa, quando voltava a Roma após demorada visita ao Oriente.

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Pelágio I (556 - 561)

Era romano.
Foi eleito um ano depois do papa Vigílio.

  João III (561 - 574)

Nasceu em Roma.Durante seu pontificado os Longobardos entraram na Itália, e com isso a situação tornou-se dramática. Foram destruídos todos os registros.
João III teve que se refugiar nas catacumbas.

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  Bento I ( 575 - 579)

Por causa das invasões longobardas, a Sé Apostólica ficou sem 
papa durante 11 meses.
Roma foi sitiada. A fome e a desolação assolaram a cidade eterna.

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  Pelágio II (579 - 590)

Era romano. Transformou sua casa em hospital para acolher os pobres, doentes, velhos e pserseguidos.
Roma foi assolada por uma grande peste e uma das primeiras 
vítimas foi o próprio papa.

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São Gregório I (Magno) (590 - 604)
Nasceu em Roma. Era prefeito de Roma. Abandonou o cargo para entrar na ordem dos Beneditinos. Se distanciou definitivamente de Constantinopla. Pagou um tributo aos Lombardos para que parassem de sitiar a cidade.
Reforçou o culto divino henriquecendo-o com o canto que dele 
recebeu o nome.

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São Sabiniano (604 - 606)
Logo que foi eleito procurou desacreditar São Gregório com acusações infundadas, impulsionado por ciúmes a respeito da fama que São Gregório gozava entre o povo. Com isso granjeou para si o desprezo do povo. Tornou obrigatório o uso dos sinos nas igrejas  para convocar os fiéis à missa.

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  Bonifácio III (607)

Era romano.
Uma vez eleito Papa conseguiu que o imperador Focas dispusesse que o único bispo autorizado a ostentar o título de ecumênico fosse o de Roma.

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São Bonifácio IV (608 - 615)

Era monge Beneditino.
Instituiu a festa de todos os Santos.
Converteu o Panteon de templo pagão para igreja cristã, 
provavelmente salvando-o da destruição.

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Santo Adeodato I (615 - 618)

Era romano.
A distância que separa Roma do poder bizantino começa a ser 
cada vez maior.
Foi o primeiro a usar um carimbo de chumbo para autenticar os 
documentos pontifícios.

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Bonifácio V ( 619 - 625)
Nasceu em Nápolis. Suas atenções se voltaram particularmente para a Igreja Anglo-saxônica.
Instituiu o direito de asilo para qualquer pessoa que procurasse 
o amparo de uma igreja.
Foi nesse tempo que Maomé fugiu de Meca, a Hégira.

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Honório I (625 - 638)

Em seu papado houve controvérsias causadas pelas heresias 
monofisista e monoteista.
Foi um excelente administrador. Reconstruiu o aqueduto de Trajano. Construiu o telhado da basílica de São Pedro.
Transformou muitos ambientes pagãos em igrejas.

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Severino (640)

Teve desavenças com o imperador bizantino Heráclito, a tal ponto que o imperador mandou saquear as posses do palácio pontifício.

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João IV (640 - 642)

Nasceu na Dalmácia.
Continuou as obras de seus predecessores.

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Teodoro I (642 - 649)

Nasceu em Jerusalém.
O imperador Constante II o obrigou a não tratar de assuntos teológicos.

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São Martinho I (649 - 655)

Nasceu na Umbria. Convocou um concílio para combater a heresia monotelista, provocando desta maneira as iras do imperador Constante II. O imperador ordenou que o papa fosse enviado para Constantinopla, onde foi submetido a um tribunal.
Veio a falecer no exílio.

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Santo Eugênio I (655 - 657)

Foi eleito por vontade do imperador Constante II.
Antes de morrer denunciou os abusos e as perseguições que seu antecessor havia sofrido.
Prescreveu que os sacerdotes observassem o voto de castidade 
perpétua.

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São Vitaliano (657 - 672)

Morrendo o imperador Constante, em seu lugar ficou seu filho 
Constantino.  Estabelecidas boas relações entre o papa e o imperador, houve paz entre Roma e Constantinopla. Introduziu instrumentos musicais, como o órgão, para acompanhar os cantos nas igrejas.
Financiou o resgate de 80.000 cristãos, presos pelos sarracenos.

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Adeodato II (672 - 676)

Nasceu em Roma.
Durante seu pontificado começou a invasão dos sarracenos. 
Encontrando forte resistência em Constantinopla, os sarracenos 
conseguiram desembarcar na Sicília e ocupar Siracusa.
Distinguiu-se pela afabilidade e caridade com os pobres.

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Dono (676  678)

O imperador Constantino IV, seu amigo, o ajudou a terminar o 
cisma de Roma e de Ravena. Favoreceu a fundação de escolas que no futuro seriam famosas no mundo da cultura: Cambridge e Trévere. Restaurou as basílicas de São Pedro e de São Paulo Extramuros.

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Santo Agatão (678 - 681)

Enviou uma delegação a Constantinopla para que participasse 
de um concílio que condenaria o monoenergismo.

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São Leão II (682 - 683)

Nasceu na Catânia.
Deu ao culto divino um novo esplendor, aperfeiçoou o canto 
gregoriano e introduziu o uso de água benta nos ritos litúrgicos.

 

São Bento II (684 - 685)

Nasceu em Roma. Convenceu o imperador Constantino a permitir que a Igreja e o povo de Roma elegessem o papa sem a obrigação de submeter a eleição à aprovação imperial.

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João V (685 - 686)


Nasceu em Antioquia.
Existem poucos dados a seu respeito.

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Cônon (686 - 687)

Ajudou muito os mosteiros por seus grandes dotes de bondade e caridade.
Sofreu diversos atentados.

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São Sérgio I (687 - 701)
Manteve grandes oposições com o novo imperador Justiniano II, 
que convocou um concílio sem o consentimento do papa, e enviando as conclusões do concílio para que o papa as aprovasse. 
O  papa não aprovou e por isso foi preso. Este gesto provocou o 
levante do povo que culminou com o exílio do imperador.

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João VI (701 - 705)

Também este papa teve que enfrentar sérios problemas com o 
imperador do Oriente.
O imperador tentou prender o papa, mas um levante geral  do povo defendendo o papa não permitiu que isso acontecesse.

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João VII (705 - 707)

Se opôs ao imperador Justiniano II, que havia voltado ao poder, defendendo a idéia de um papado como instituição em contraposição a Constantinopla.

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Sisínio (708)

Por estar enfermo, seu pontificado durou apenas vinte dias. A única coisa que fez foi arrecadar fundos para a restauração das muralhas desmoronadas de Roma.

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Constantino (708 - 715)

Ao contrário de seus antecessores, manteve boas relações com o imperador Justiniano II.

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São Gregório II (715 - 731)
Nasceu em Roma. Com ele teve início o verdadeiro  poder temporal dos Papas. Seguiram os desacordos com o imperador do Oriente e com o exarca de Ravena.
Em um concílio ordenou que fosse condenada a iconoclastia (destruição de imagens sacras). Promoveu uma intensa obra de evangelização das populações germânicas.

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São Gregório III (731 - 741)

Nasceu na Síria. Foi muito amado pelos romanos.
Na política com Constantinopla seguiu a mesma linha de seu 
antecessor. Teve que se enfrentar com Liutprando, rei dos Lombardos, que envestia contra o "Ducado Romano", primeiro núcleo territorial do futuro Estado Pontifício.

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São Zacarias (741 - 752)

Conseguiu se reconciliar com Liutprando estipulando com ele um 
pacto de vinte anos.
Os Lombardos, contudo, não respeitaram os pactos e invadiram 
Ravena. Zacarias procurou, então, fazer uma aliança com os Francos de Pepino o Breve.

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  Santo Estévão II (752 - 757)

Estreitou ainda mais as alianças com os francos e coroou Pepino o Breve rei da  França, em sinal de agradecimento pela ajuda recebida contra os Lombardos e pelos territórios que lhe foram oferecidos.

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São Paulo I (757 - 767)
Era irmão do Papa Estévão II. Procurou retomar os contatos com 
a Igreja grega, ao mesmo tempo em que Constantino V se esforçava em estreitar uma aliança com Pepino o Breve, que não 
correspondeu a esse desejo. O objetivo de Constantino V era conseguir as condições favoráveis para se apoderar novamente dos territórios italianos.

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Estévão III (768 - 772)

Nasceu em Siracusa, na Sicília.
O papado começou a ser um poder temporal muito ambicionado.
Para frear esta tendência perigosa, ordenou que nenhum leigo 
poderia ser eleito papa. 
Para ser eleito Papa, primeiro tinha que ser cardeal.

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Adriano I (722 - 795)
Nasceu em Roma. Com ele começou a aliança com Carlos Magno, que entrou na Itália, derrotando os Lombardos.
Reconstruiu os aquedutos destruídos pelos Lombardos e as muralhas da cidade. Deu início a um grande ciclo de restaurações de igrejas e a construção do hospital do Santo Espírito, existente até hoje.

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São Leão III (795 - 816)

Na noite de Natal do ano 800 coroou Carlos Magno na igreja de São 
Pedro: nascia assim o Sacro Império Romano. Fundou a escola 
Palatina, primeiro núcleo da Universidade de Paris.

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  Estévão IV (816 - 817)

Não notificou sua nomeação ao novo imperador Ludovico Pio, dando a entender dessa maneira que reconhecia o poder político do imperador, mas não o poder espiritual.

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São Pascoal I (817 - 824)
Nasceu em Roma.Durante seu pontificado foram fortalecidas as relações com a França.Professava um culto muito sincero aos mártires. Realizou a transladação de muitas relíquias dos mártires para as igrejas. Foi ele quem descobriu as relíquias de Santa Cecília que se encontravam nas catacumbas de São Calixto.

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Eugênio II (824 - 827)

Não foi muito feliz em sua política. O papado acabou ficando sob 
o domínio de Aquisgrando, precisamente como no passado estava sob o domínio de Constantinopla.

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  Valentino (827)

Seu pontificado durou aproximadamente um mês.

  Gregório IV (827 - 844)

Os Sarracenos se tornaram um problema sério, pois desembarcaram em Óstia. Para defender a cidade Gregório
mandou construir uma fortaleza próxima ao mar, que recebeu o nome de Gregoriópolis.

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  Sérgio II (844 - 847)

Procurou aumentar a autonomia  do papado em relação ao império carolíngio. Os Sarracenos, que já estavam em Óstia, invadiram Roma e saquearam as basílicas de São Paulo e de São Pedro.

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  São Leão IV (847 - 855)

A ele se deve a construção da "cidade leonina", uma fortificação 
que rodeava o Vaticano, edificada precisamente para afugentar o perigo sarraceno.

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  Bento III (855 - 858)

Nasceu em Roma. Foi um papa culto e generoso. Dedicou-se fundamentalmente às obras de caridade junto aos pobres e enfermos.

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  São Nicolau I (858 - 867)

Com ele nasceu a idéia teocrática do poder. Sua conduta foi de 
monarca absoluto. Ditava ordens aos bispos, cardeais e imperadores. O Patriarca de Constantinopla Fócio fez oposição ao Papa. Foi aí que começou o cisma que manteria as duas Igrejas distanciadas por mais de um século.

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  Adriano II (867 - 872)


Contava oitenta anos quando foi eleito.

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  João VIII (872 - 882)

Coroou imperador a Carlos o Calvo, sucessor de Ludovico II, indo 
contra os interesses dos nobres romanos partidários de outro candidato, Ludovico o Germânico.
Por este motivo teve que emigrar para a França.

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  Marino (882 - 884)

Era inglês.
Sentiu muito a segunda destruição do Monte Cassino.

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  Santo Adriano III (884 - 885)

Faleceu perto de Módena durante uma viagem.

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Estévão V (885 - 891)

Teve boas relações com o imperador do Oriente Leão VI, que se 
declarou contrário à heresia do Patriarca de Constantinopla Fócio, que foi deposto.Durante seu pontificado acabou o Sacro Império Romano, formando três estados: Itália, França e Alemanha.

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  Formoso (891 - 896)


Teve um pontificado muito conturbado.
Depois de morto foi condenado pelo papa Estévão VI.

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  Bonifácio VI (896)

Seu pontificado durou apenas quinze dias.

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  Estévão VI (896 - 897)

Submetu o cadáver do papa Formoso a um julgamento indigno 
e ignominioso e declarou nulos todos os seus atos.
Com esse comportamento ganhou a antipatia da população.

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  Romano (897)

Era inglês.
Tendo sido amigo do papa Formoso reabilitou sua memória.
Seu pontificado foi muito curto.

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  Teodoro II (897)

Foi papa durante vinte dias. Reabilitou também a memória do papa Formoso e todos os seus atos.

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  João IX (898 - 900)

Coroou imperador  a Lamberto de Espoleto para que ele protegesse o papa e a Igreja.
Contudo o imperador veio a falecer logo e com isso a Itália voltou 
para a anarquia.

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  Bento IV (900 - 903)

Teve que enfrentar situações que requeriam capacidades que ele 
não possuia.
Os Húngaros invadiram o norte e os Sarracenos o sul da Itália.
Não encontrando ajuda de ninguém o Papa e Roma ficaram indefesos.

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  Leão V (903)

Era débil e indeciso. Não estava à altura das circunstâncias.
Foi deposto e detido em um convento.

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Sérgio III (904 - 911)

Viveu um período de grande degeneração moral.

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Anastásio III (911 - 913)


Foi um homem virtuoso.

  Landon (913 - 914)

Sabe-se muito pouco a respeito de seu pontificado.

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  João X (914 - 928)

Procurou lutar com valentia contra o clima de violência e de 
corrupção que rainava em Roma.
Terminou seus dias preso em um cárcere.

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  Leão VI (928)

Durante os sete meses de pontificado procurou apaziguar as 
lutas entre as famílias nobres romanas.
Levou uma vida modesta e santa.

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  Estévão VII (928 - 931)

Concedeu  privilégios a alguns mosteiros.

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  João XI (931 -935)

Foi eleito com somente 25 anos de idade.
Seu irmão Alberico II, senador de Roma, mandou encerrar João 
num cárcere.
João veio a falecer com apenas 30 anos.

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  Leão VII (936 - 939)

Fez um acordo com Alberico II, ficando o poder religioso com 
o papa e o poder civil com o imperador.
Sendo monge beneditino procurou reorganizar os mosteiros.

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  Estévão VIII (939 - 942)

Foi eleito com a vênia de Alberico.
Nesse tempo foi aclamado rei da Itália Berengário II.

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  Marino II (942 - 946)

Procurou organizar os mosteiros.

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Agapito II (946 - 955)

A intrometida autoridade do imperador Alberico nos assuntos da 
Igreja tornou-se menor. No ano 954 Alberico veio a falecer deixando Roma livre.

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  João XII (955 - 964)

Era filho de Alberico II e foi eleito com a idade de 18 anos.
O alemão Óton I invadiu a Itália. Destituiu o papa João e foi nomeado papa o seu secretário Leão. Estabeleceu que a eleição do papa tinha que contar com a aprovação do imperador.
João XII faleceu com 27 anos de idade.

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Leão VIII (963 - 965)

Foi eleito pelo imperador Oton I e seu papado serviu de instrumento aos interesses do imperador.
Não foi amado pelos romanos.

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Bento V (964 - 965)
Com a morte de João XII foi eleito pelo povo. O imperador considerou-o antipapa e ordenou que o levassem prisioneiro para a Alemanha. Com o falecimento de Leão VIII o imperador, ante a insistência dos romanos, permitiu o seu regresso. A eleição de Leão VIII e de Benedito V foram aprovadas pela Igreja.

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  João XIII (965 - 972)

Nasceu em Roma.
Foi imposto pelo imperador. Por esse motivo não era bem aceito 
pelos romanos.

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Bento VI (973 - 974)

Seu pontificado foi breve por causa do enfrentamento entre o 
partido favorável ao imperador e o que se opunha a ele.
Por duas vezes foi ancarcerado no Castelo de Santo Ângelo.

 

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Bento VII (974 - 983)

Nasceu em Roma.
Foi um período de muitas revoltas, com mortes e violências, 
causadas pelo partido contrário ao imperador.

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João XIV (983 - 984)

Em Roma reinava o cáos. Aproveitando da situação um tal Francone destituiu o papa, aprisionando-o no Castelo de Santo Ângelo, onde veio a falecer em consequência da fome e dos maus tratos.

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João XV (985 - 996)

Foi um pontificado relativamente longo graças às boas relações 
que mantinha com a corte imperial.

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  Gregório V (996 - 999)

Foi eleito papa por vontade do imperador Oto III, seu primo.
Faleceu de malária.

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Silvestre II (999 - 1003)

Foi o primeiro papa francês.
Procurou moralizar o clero, mas com pouco resultado.
Com o falecimento do imperador Oto III, João Crescêncio tornou-se o novo dono de Roma.

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João XVII (1003)

Foi eleito por vontade de João Crscêncio.
Seu pontificado durou apenas seis meses sem nenhum 
acontecimento relevante.

  João XVIII (1004 - 1009)

Coroou Henrique II da Baviera rei da Itália.
Terminou seus dias no mosteiro de São Paulo para onde havia se retirado.

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Sérgio IV (1009 - 1012)

Foi eleito graças a intervenção da família dos Crescêncios, mas 
não se submeteu aos seus interesses.
Convenceu os príncipes italianos a se aliarem contra os Sarracenos para salvar o "Santo Sepulcro". Procurou moralizar o clero.

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  Bento VIII (1012 - 1024)

Durante seu pontificado os Sarracenos foram derrotados. 
Proibiu a simonia e o duelo para os eclesiásticos.

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  João XIX (1024 - 1032)

Era irmão do papa Bento VIII.
Coroou Sálico como novo imperador.
Tendo o respaldo do imperador manteve uma conduta firme com 
Constantinopla.
Deu todo apôio a Guido de Arezzo, inventor das notas musicais.

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  Bento IX (1032 - 1044)

Sobrinho dos papas anteriores, foi eleito três vezes e destituído 
duas vezes. 
Devido a um comportamento não aprovável, embora tolerado pelo 
clero e pelo povo, foi deposoto pelos Crescêncios.

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Silvestre III (1045)

Foi eleito para ocupar o posto de Bento IX, mas foi destituído 
depois de 50 dias pelos condes de Túsculo que trouxeram de novo Bento  para Roma.

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Bento IX (1045)

Foi reinstalado a força e deposto 20 dias depois.

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Gregório VI (1045 - 1046)
Desde o primeiro momento trabalhou na reforma dos costumes e 
no restabelecimento da ordem. Instituiu o primeiro exército pontifício para libertar e defender os territórios da Igreja.
Obrigado a abdicar, retirou-se como monge em Cluny, tendo a 
assistência de Hildebrando de Soana, futuro papa Gregório VII.

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Clemente II (1046 - 1047)
Embora sua eleição tenha sido por obra do imperador Henrique III, foi aceito tanto pelo povo como pelo clero.
Deliberou que toda nova eleição papal deveria ter sua origem em uma designação imperial.
Faleceu durante uma viagem para a Alemanha. 
Foi sepultado em Bamberg.

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  Bento IX (1047 - 1048)

Os condes de Túsculo trouxeram de novo Bento para o papado, 
pela terceira vez.
Felizmente para a Igreja, aceitando os conselhos do monge 
Bartolomeu, Bento retirou-se para o mosteiro de Grottaferrata, 
onde veio a falecer.

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  Dámaso II (1048)

Nasceu na Baviera.
Foi papa somente 23 dias: faleceu de malária.
 

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São Leão IX (1049 - 1054)
Nasceu na Alsácia.
Se fez guerreiro para defender os territórios da Igreja na sul da 
Itália contra a agressãodos normandos. Foi feito prisioneiro. 
Foi libertado ao aceitar várias condições dos invasores.
Foi durante seu pontificado que se consumou o cisma com a 
Igreja do Oriente.

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  Vitor II (1055 - 1057)

Nasceu na Baviera.
Sendo amigo do imperador Henrique III reclamou maior autonomia, especialmente na eleição do papa.
Faleceu prematuramente de malária.

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  Estévão IX (1057 - 1058)

Pertencia a família dos duques de Lorena.
Faleceu vitimado pela malária.

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Nicolau II (1059 - 1061)

Nasceu na França.
Proibiu a concessão de cargos eclesiásticos através de simonia.
decidiu que o papa fosse eleito unicamente pelos cardeais.

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  Alexandre II (1061 - 1073)

Teve um pontificado muito conturbado. O imperador Henrique IV 
não o reconheceu como papa e escolheu um antipapa, Honório II.
Esta situação gerou numerosas revoltas.

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São Gregório VII ( 1073 - 1085)
Foi conselheiro de quatro papas. Convocou duas vezes um concílio no qual promulgou a preeminência do papa por ser representante do poder divino. O papa outorga poderes ao imperador para que este governe e não o contrário. Henrique IV procurou se reconciliar com o Papa, mas, em Canosa, teve que esperar três dias para ser recebido pelo papa. Faleceu em Salerno.

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  Vitor III (1086 - 1087)

Foi eleito por desejo de Gregório VII. 
Notando que não possuia capacidade para o cargo, retirou-se 
para o mosteiro de Monte Cassino.

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Urbano II (1088 - 1099)

Nasceu na França.
Organizou a primeira cruzada para libertar o Santo Sepulcro, 
contudo veio a falecer antes da libertação de Jerusalém.

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Pascoal II (1099 - 1118)
O filho do imperador Henrique IV destituiu seu pai e tornou-se 
o imperador Henrique V.
A disputa entre o imperador e o papa continuou: qual dos dois 
poderes prevalecia sobre o outro?
Instituiu várias ordens de cavaleiros: os Templários, os  Teutônicos e os Cavaleiros de São João.

  Gelásio II (1118 - 1119)

Foi um pontificado breve e atormentado.
Teve que enfrentar o imperador Henrique IV que nomeou o quinto antipapa.
Teve que retirar-se para o convento de Cluny, onde permaneceu 
até seu falecimento.
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  Calixto II (1119 - 1124)

Era francês.
Foi eleito em Cluny. Fez um acordo com o imperador estipulando 
a concordata de  Worms na qual se estabelecia uma regra para 
a eleição dos bispos.
Convocou o primeiro concílio de Latrão.
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  Honório II (1124 - 1130)

Retirou-se para o convento de São Gregório, onde faleceu.

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  Inocêncio II (1130 - 1143)

Os partidários da família Pierleoni elegeram o antipapa Anacleto II.
Lotário sucedeu a Henrique V como imperador.
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Celestino II (1143 - 1144)

Com a ajuda de São Bernardo procurou recompor as divergências
no seio da Igreja, mas com poucos resultados.
Por causa de novos tumultos retirou-se para um claustro fortificado, 
onde permaneceu o resto de seus dias.

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Lúcio II (1144 - 1145)

Era muito séria a situação em Roma. 
Giordano Pierleoni instaurou um Senado e um governo que declarou deposto o poder temporal do papa. Lúcio o enfrentou com as armas, mas faleceu em um dos combates.

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  Eugênio III (1145)

Conseguiu dar início à segunda cruzada que resultou num grande 
fracasso.
Aprovou a Soberana Ordem Militar de Malta.

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  Anastásio IV (1145 - 1153)

Governou a Igreja em uma época bastnte tranquila.
Reconheceu a Ordem dos Cavaleiros de Malta.
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  Adriano IV (1154 - 1159)

Nasceu em Londres de uma família humilde.
Defendeu com todos os meios a primazia do papado sobre o 
império, desafiando o imperador Frederico Barbaroxa.

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Alexandre III (1159 - 1181)

Depois de muitos anos de confrontos com o imperador Frederico, 
inclusive a nomeação de vários antipapas, houve uma reconciliação entre os dois.
O papado de Alexandre não continuou de forma tranquila por causa da presença de um forter partido imperial em Roma.

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  Lúcio III (1181 - 1185)

Devido aos constantes tumultos em Roma, transferiu-se para Verona, não voltando mais para Roma.
Promulgou a um constituição para lutar contra as heresias que aviam se difundido rapidamente, principalmente a dos Valdenses.

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  Urbano III (1185 - 1187)

Teve muitos desencontros com o imperador Frederico Barbaroxa.
Faleceu repentinamente em Ferrara.
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Gregório VIII (1187)

Em um pontificado breve, trabalhou muito para organizar a terceira cruzada.
Procurou convencer o imperador a participar da cruzada, ms este 
manteve  sua atitude hostil para com a  Igreja.

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Clemente III (1187 - 1191)

Fez as pazes com o imperador.
Organizou a terceira cruzada, conseguindo a participação  das repúblicas de Pisa, Gênova e Veneza, assim como dos principais soberanos europeus.
Frederico Barbaroxa faleceu nesta cruzada.

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  Celestino III (1191 - 1198)


Faleceu aos 92 anos.
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  Inocêncio III (1198 - 1216)
Foi eleito com 38 anos de idade. Dotado de profunda inteligência 
e sentido político, seu principal objetivo foi de voltar a conferir 
prestígio à Igreja. Propugnou a quarta cruzada, que terminou 
em fracasso. Infundiu ânimo a Francisco de Assis e aprovou a 
ordem dos Dominicanos.
Convocou o IV Concílio de Latrão. Faleceu de malária aos 56 anos.
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  Honório III (1216 - 1227)
Conseguiu iniciar a quinta cruzada, que também terminou 
em derrota.
Cuidou muito do aspeto disciplinar e jurídico da eleição do papa 
e dos bispos, fixando as regras e a cerimônia.
Aprovou definitivamente as regras  dos Franciscanos e dos 
Dominicanos e confirmou a ordem dos Carmelitas.
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  Gregório IX (1227 - 1241)
Teve que lutar contra a arrogância do imperador Frederico II. 
Seu nome está relacionado com a instituição do tribunal da 
Inquisição.
Proclamou santos Francisco de Assis, Antonio de Pádua e 
Domingos de Gusmão.
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Celestino IV (1241)
Para sua eleição os cardeais não entravam em acordo. O Senado e o povo perderam a paciência e então trancaram os cardeais com chave (cum clave) no palácio de Setizonio, até que 
elegessem o papa.
Com idade avançada e enfermo, faleceu 17 dias depois de eleito.

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Inocêncio IV (1243 - 1254)
Foi eleito depois de dois anos de sede vacante. Lutou duramente 
contra o imperador Frederico II . Por este motivo teve que abandonar Roma. O imperador faleceu em 1250 e Inocêncio pôde regressar para Roma.
Durante seu pontificado houve a sétima cruzada, terminando com derrota.

  Alexandre IV (1254 - 1261)

Roma se converteu de novo em uma cidade insegura e por isto 
o papa mudou para Viterbo.
Canonizou Santa Clara e declarou verdadeiras os estigmas de 
São Francisco.

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  Urbano IV (1261 - 1264)


Nasceu na França de família humilde.
Urbano instituiu a festa de Ccrpus Christi.

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  Clemente IV (1265 - 1268)

Nasceu na França.
Era militar e secretário do rei Luís IX.
Começou a 8ª cruzada, que outra vez foi um fracasso.
Faleceu em Viterbo.

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  Gregório X (1271 - 1276)

Foi eleito no mais demorado conclave da história dos papas. 
Demorou tanto esta eleição que o povo, cansado de esperar, 
arrancou o teto do palácio onde estavam reunidos os cardeais.
Gregório foi amado pelo povo que o declarou beato.

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  Inocêncio V (1276)

Nasceu na França.
Protegeu as ordens religiosas.
Sua santidade foi reconhecida pelo povo que o proclamou beato.

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  Adriano V (1276)

Seu pontificado foi tão breve que não deu tempo para receber 
a coroação.

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  João XXI (1276 - 1277)

Nasceu em Lisboa e era médico.
Idoso e enfermo retirou-se para Viterbo, onde faleceu.

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  Nicolau III (1277 - 1280)
 

Estabeleceu de novo a sede do papa no Vaticano. 

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  Martinho IV (1281 - 1285)

Nasceu na França.
Teve que abandonar Roma e foi para Perusa, onde faleceu.

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  Honório IV (1285 - 1287)

Procurou estabelecer a ordem em Roma.
Introduziu o estudo dos ediomas orientais na universidade 
de Paris.

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Nicolau IV (1288 - 1292)
Foi o primeiro papa franciscano. Foi eleito depois de um ano de 
sede vacante, devido especialmente à peste que assolava a cidade de Roma. Promoveu missões entre os Tártaros e entre os Mongóis.Deu início à colocação dos mosáicos da basílica de Santa Maria Maior e de São João de Latrão.

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  São Celestino V (1294)

Decidiu renunciar.

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  Bonifácio VIII (1295 - 1303)

Homem de grande cultura.
Estabeleceu rapidamente a ordem em Roma.
Estabeleceu o primeiro jubileu da história.
Fundou a universidade La Sapienza.

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  Bento XI (1303 - 1304)

Foi uma pessoa conciliadora.

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  Clemente V (1305 - 1314)

Nasceu na França.
Estabeleceu a sede papal em Avinhon, França, e fundou as 
universidades de Oxford, Orleans e Perugia.

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  João XXII (1316 - 1334)

Era francês.
Foi eleito depois de dois anos de sede vacante.
Instituiu a festa da Santíssima Trindade.
Canonizou Santo Tomás de Aquino.
Instituiu o tribunal da Sacra Rota.
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  Bento XII (1334 - 1342)

Nasceu na França.
Obrigou que os bispos residissem em suas dioceses.
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  Clemente VI (1342 - 1352)

Nasceu na França.
Estabeleceu que o ano santo fosse celebrado a cada 50 anos.
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  Inocêncio VI (1352 - 1362)

Era francês.

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  Urbano V (1362 - 1370)

Nasceu na França.

  Gregório XI (1370 - 1378)

Era francês.
Depois de 70 anos estabeleceu novamente a sede papal em Roma, por pressão de Santa Brígida e de Santa Catarina de Sena. Se instalou no Vaticano, mas veio a falecer um ano depois, com 47 anos de idade, extremado e esgotado pelas constantes rebeliões.

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  Urbano VI (1378 - 1389)

Nasceu em Nápolis.
Não era uma pessoa de bom caráter. Aqueles que o elegeram 
depuseram-no e elegeram um antipapa, que adotou o nome de 
Clemente VII. 
Teve início o cisma do Ocidente, que durou 40 anos.
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  Bonifácio IX (1389 - 1404)

Era de Nápolis.
Foi eleito com 30 anos. Procurou encontrar uma solução  com o 
antipapa Clemente VII. Com a morte deste, foi eleito outro 
antipapa Bento XIII.
Bonifácio anunciou e celebrou o Jubileu do ano 1400.
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  Inocêncio VII (1404 - 1406)

Deu mostras de ser intransigente com o antipapa Bento XIII. 
Mostrou preocupação pelos estudos e introduziu novas faculdades: 
medicina, filosofia e grego.
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Gregório XII (1406 - 1415)
Foi o período mais crítico do cisma porque depois de alguns anos havia três papas ao mesmo tempo. No concílio de Constansa os três papas foram destituidos.
Depois de renunciar, Gregório XII retirou-se para Recanati, onde 
faleceu em 1417.Gregório XII é considerado papa legítimo.

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  Martinho V (1417 - 1431)
Participou do concílio de Constansa que o elegeu, destituindo 
os outros três. Exerceu uma ação enérgica de saneamento moral, civil e administrativo.
Foi durante seu pontificado que aconteceu a aventura de 
Joana D'Arc.Obrigou o uso do traje talar aos eclesiásticos.
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Eugênio IV (1431 - 1447)
Convocou o concílio de Basiléia. Vendo, porém, que estava começando a surgir um ambiente antipapal, dissolveu o concílio. Foi para Bolonha, depois para Ferrara e em seguida para Florença. Ao estabelecer a autoridade do papa sobre os concílios, foi proclamado um antipapa, que tomou o nome de Félix V, o último antipapa da história. Eugênio começou a restauração do Panteon e do Coliseu. 

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  Nicolau V (1447 - 1455)

É mérito seu pôr fim ao cisma com a renúncia do antipapa Félix V. 
Durante seu pontificado terminou o Império Romano do Oriente. 
Iniciou as obras da nova basílica de São Pedro e transladou para 
o Vaticano as duas bibliotecas lateranenses, formando assim o 
primeiro núcleo da Biblioteca Vaticana.
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  Calixto III (1455 -1458)


Era espanhol.
Seu objetivo era  reconquistar Constantinopla e a Terra Santa 
e derrotar os Turcos. 
Conseguiu êxitos notáveis. Reabilitou Joana D'Arc. 
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  Pio II (1458 - 1464)

Organizou uma guerra santa contra os Turcos. Faleceu em Ancona.
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  Paulo II (1464 - 1471)

 

Reiniciou as obras da basílica de São Pedro.
Decidiu que o Jubileu deveria ser celebrado a cada 25 anos.

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  Sixto IV (1471 - 1484)

Começou a construção da igreja de Santa Maria da Paz.
Aprovou oficialmente a festa de São José.
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  Inocêncio VIII (1484 - 1492)

Teve o mérito de apoiar Cristóvão Colombo junto ao 
rei da Espanha.
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  Alexandre VI (1492 - 1503)

Foi durante seu pontificado que houve o descobrimento 
da América.
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  Pio III (1503)

Foi, por diversas vezes, contra a sua eleição por achar-se idoso 
e enfermo.
Seu pontificado durou apenas 26 dias.
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  Júlio II (1503 - 1513)


Encarregou a Miguel Ângelo o afresco da Capela Sistina.
Instituiu oficialmente a Guarda Suíça.
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  Leão X (1513 - 1521)


Foi no seu pontificado que Lutero apresentou seus protestos.
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  Adriano VI (1522 - 1523)

Nasceu na Holanda.
Procurou convencer a Espanha e a França para que lutassem 
contra os Turcos.

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  Clemente VII (1523 - 1534)

 

Foi no seu pontificado que surgiu o cisma da Igreja Anglicana.

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Paulo III (1534 - 1549)
Levou a sério o problema da reforma protestante e por isso convocou o concilio de Trento, dando início a uma reforma da Igreja. Foi grande amante da arte e mostrou muito interesse pelo aspecto urbanístico de Roma.Encarregou a Miguel Ângelo a restauração do Capitólio, o afresco do Juizo Universal, a Cúpula de São Pedro e o palácio Farnese.

  Júlio III (1550 - 1555)

Convocou de novo o concílio de Trento.
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  Marcelo II (1555)

Faleceu 22 dias depois de sua eleição.
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  Paulo IV (1555 - 1559)
 

Procurou reformar a Igreja com métodos coercitivos usando o  
tribunal da Inquisição tanto para com os católicos como para 
os protestantes.

 

  Pio IV (1560 - 1565)

Prosseguiu com a reforma da Igreja e concluiu o concílio de Trento.
Condenou a simonia.
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  São Pio V (1566 - 1572)

Deu plena execução aos decretos do concílio de Trento. Deu forte impulso aos seminários para que os padres tivessem uma cultura mais vasta.
Durante seu pontificado aconteceu um grande evento histórico: 
a vitória, em 1571, da frota cristã sobre a frota turca em Lepanto.

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  Gregório XIII (1572 - 1585)
 

Adotou o calendário gregoriano, que recebeu o seu nome, 
abandonando o calendário juliano.
Deu início à construção do palácio do Quirinal.

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  Sixto V (1585 - 1590)

Mostrou muita preocupação com a urbanização de Roma, 
dotando-a de um plano regulador e enriquecendo-a com 
novas obras e palácios.
 

  Urbano VII (1590)
 

Foi um homem bom e caritativo. Deu início a muitas obras 
de caridade.
Faleceu repentinamente de malária.

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  Gregório XIV (1590 - 1591)

Foi um homem mais voltado ao misticismo e à ação pastoral 
do que à política.
Mostrou um grande amor ao povo.
Faleceu depois de 10 meses de pontificado.

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  Inocêncio IX (1591)

Sendo já idoso e doente, passou seus dois meses de pontificado 
na cama.
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  Clemente VIII (1592 - 1605)

Era refinado e culto.
Conseguiu que a França e a Espanha firmassem a paz.
No ano de 1600 celebrou o Ano Santo com um elevado número 
de peregrinos que participaram dos festejos em Roma.

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  Leão XI (1605)

Tinha uma profunda amizade com São Felipe Neri.
Seu pontificado durou apenas 27 dias, pois veio a falecer em 
uma queda de cavalo.
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  Paulo V (1605 - 1621)
 

Foi um jurista e estimado diplomata. Condenou as teorias de 
Copérnico e vetou as obras de Galileu.
Cuidou muito do aspecto da cidade de Roma.

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  Gregório XV (1621 - 1623)
 

Fundou a Congregação da Propagação da Fé com o encargo de 
promover e coordenar as missões espalhadas pelo mundo.

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  Urbano VIII (1623 - 1644)

Era um homem culto e brilhante.
Se ocupou muito com a parte urbanística de Roma. 
Restaurou o Panteon e encarregou a Bernini a construção 
do baldaquino de bronze da Basílica de São Pedro.

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  Inocêncio X (1644 - 1655)

Foi no seu pontificado que terminou a guerra dos Trinta Anos.
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  Alexandre VII (1655 - 1667)

Foi um grande protetor da arte. Encarregou a Bernini a construção 
da colunata de São Pedro.
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  Clemente IX (1667 - 1669)

Culto e generoso com os pobres. Convidava alguns mendigos 
à sua mesa e os servia.
Recebia a todos sem discriminação.
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  Clemente X (1670 - 1676)

Foi eleito inesperadamente aos 80 anos.

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  Inocêncio XI (1676 - 1689)

Foi um homem íntegro.
Teve fortes choques com o rei Luís XIV.

  Alexandre VIII (1689 - 1691)

Foi moderado no governo do Estado pontifício.
Abaixou os impostos e fez concessões aos agricultores.
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  Inocêncio XII (1691 -1700)

Procurou com atos oficiais combater o nepotismo, o que lhe valeu 
numerosas antipatias.
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  Clemente XI (1700 - 1721)

Foi um homem de grande capacidade moral e espiritual.
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  Inocêncio XIII (1721 - 1724)
 

Era débil de saúde.
Mostrou firmeza ao procurar disciplinar a Igreja espanhola e 
a Companhia de Jesus.

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  Bento XIII (1724 - 1730)

Brilhante orador, tinha mais inclinação para a parte espiritual 
do que para a parte temporal da Igreja.
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  Clemente XII (1730 - 1740)

Abriu ao público os Museus capitolinos.
Iniciou a construção da Fonte de Trevi e a fachada da basílica 
de São João de Latrão.
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  Bento XIV (1740 - 1758)

Era um homem de grande inteligência e cultura, equilibrado e 
amante das artes.
Era apreciado em todos os ambientes.
Enfrentou o problema do Iluminismo e do Absolutismo.
Começou a restaurar o Coliseu.

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  Clemente XIII (1758 - 1769)

Enfrentou um período caracterizado pelo anticlericalismo 
difundido nos Estados europeus.
Procurou defender os jesuitas, que sofriam perseguições.

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  Clemente XIV (1769 - 1774)

Foi obrigado a dissolver a Companhia de Jesus.
Fundou o Museu Clementino.
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  Pio VI (1775 - 1799)

Teve que enfrentar a Revolução francesa e a figura de Napoleão.
Napoleão invadiu o Estado Pontifício e levou o papa prisioneiro 
para a França.
Idoso e enfermo veio a falecer poucos dias depois.

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  Pio VII (1800 - 1823)

Foi preso pelo imperador Napoleão e levado para a França.
Com a queda de Napoleão, voltou para Roma.
Reconstituiu a Companhia de Jesus.

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  Leão XII (1823 - 1829)

Homem bom e profundamente caridoso.
Tirou os livros de Galileu do Índice. 
Iniciou a reconstrução da basílica de São Paulo, destruida por 
um incêncio em 1823.

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  Pio VIII (1829 - 1830)

Foi um papa conciliador.
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  Gregório XVI (1834 - 1846)

Era conciliador e antiliberal.
Incrementou os estudos arqueológicos favorecendo as escavações 
nas catacumbas.
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  Pio IX (1846 -1878)

Em 1870 as tropas francesas, austríacas e dos Borbons invadiram e conquistaram Roma.Pio IX retirou-se para o Vaticano e evitou qualquer relação com o novo reino da Itália.
Terminou o milenário poder temporal dos papas.

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  Leão XIII (1878 - 1903)

Escreveu a famosa encíclica "Rerum novarum", dando início ao 
desenvolvimento do pensamento da Igreja em matéria de 
política social.
Recomendou o estudo da Bíblia.
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  São Pio X (1903 - 1914)

Escreveu e promulgou o célebre Catecismo.
Condenou o "modernismo".Procurou evitar por todos os meios 
a eclosão da primeira guerra mundial.
Fundou o Pontifício Instituto Bíblico.

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  Bento XV (1914 - 1922)


Sua postura era antibelicista e de neutralidade durante a guerra.
Estabeleceu relações mais abertas com o Estado italiano e 
retomou novos contatos diplomáticos com a França e a Inglaterra.
Recomendou o estudo bíblico.
 

  Pio XI (1922 - 1939)

Com os Pactos Lateranenses reconheceu o Estado italiano e este 
reconheceu o Estado da Cidade do Vaticano.
Procurou manter-se distanciado do comunismo, do facismo 
e do nazismo.
Fundou a Rádio Vaticana.
 

 

Pio XII (1939 -1958)
Durante a guerra organizou um amplo programa de ajuda 
aos judeus. Depois da segunda guerra mundial sua atividade se 
concentrou em combater o marxismo. Deu ordem para que fossem feitas escavações debaixo da basílica de São Pedro, onde foi descoberto o túmulo de São Pedro.
Incentivou o desenvolvimento das Ciências Bíblicas na Igreja.

 

João XXIII (1958 - 1963)
Mostrou-se aberto e disponível ao povo e à sociedade. Visitou 
enfermos e presos, passando por cima de regras e formalidades.
Atualizou os temas da política social da Igreja.Convocou o Concílio Vaticano II.Sua morte causou um pesar geral. 
Até hoje é reconhecido como "o papa bom".

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  Paulo VI (1963 - 1978)

Foi muito consciente dos problemas da paz, da justiça social e 
das novas realidades sociais.
No seu pontificado terminou o Concílio Vaticano II. Dedicou-se ao ecumenismo e às outras religiões. 
Construiu a famosa sala Nervi para as audiências.

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  João Paulo I (1978)

Seu programa era: oração, disciplina na Igreja e fidelidade 
ao Concílio Vaticano II.
Veio a falecer 33 dias depois de sua eleição.

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  João Paulo II (1978 - 2005)

Karol Jozej  Wojtyla (Carlos José), nasceu aos 18 de maio de 1920 em Wadowice, na Polônia. Foi batizado  no dia 20 de julho do mesmo ano.
Seu pai, operário,  chamava-se Karol Wojtyla e sua mãe, professora, Emília Kaczorowska.
No ano de 1942, em tempos de guerra e em meio ao comunismo,  

inscreveu-se como aluno de Filosofia e Teologia no seminário clandestino que o Cardeal Dom Adam  Stefan Sapihea mantinha em sua residência, em Cracóvia.
No dia primeiro de novembro de 1946, aos 26 anos, foi ordenado sacerdote.
Aos 27 anos foi enviado pelo Arcebispo Sapihea para estudar em Roma.
Em 1948 obteve seu doutorado  em filosofia e moral, com tese sobre a ética em São João da Cruz.
Aos 29 anos retornou para Cracóvia, onde continuou seus estudos para doutorar-se em teologia.
Em 1954 assumiu a cadeira de filosofia na Universidade Católica de Lublin.
O Papa Pio XII nomeou-o Bispo auxiliar de Cracóvia no dia 04 de julho de 1958, aos 38 anos de idade e 12 anos de sacerdócio. Aos 28 de setembro foi sagrado Bispo, escolhendo como lema "Totus Tuus" (Todo Teu), em relação à Virgem Maria.
No dia 13 de janeiro de 1964 foi nomeado pelo Papa Paulo VI Arcebispo de Cracóvia e participante do Concílio Vaticano II, onde teve uma atuação ativa.
Aos 26 de junho de 1967, aos 47 anos de idade, foi nomeado Cardeal pelo Papa Paulo VI.Com 58 anos de idade foi eleito Papa no dia 16 de outubro de 1978.
Foi o primeiro Papa polonês, o primeiro não italiano desde 1522 e o mais jovem dentre todos os Papas desde 1846.
Sua entronização solene aconteceu no dia 22 de outubro de 1978.No dia 13 de maio de 1981, em plena Praça de São Pedro, foi baleado pelo turco  Mehmet Ali Agca.
Em quase 24 anos de pontificado, um dos mais longos da História da Igreja, João Paulo II é um verdadeiro missionário dos tempos modernos. Percorreu mais de 150 países em 98 viagens apostólicas fora da Itália.
Escreveu 14 encíclicas, diversos livros, gravou CDs com músicas e mensagens. Mantém posições firmes em áreas que incluem a política, a moral, a cultura, os costumes.
Foi um dos maiores responsáveis pela queda do comunismo no Leste europeu. Defende o cristianismo com entusiasmo.
No mês de junho de 2002, em Ravena, João Paulo II assinalou que marginalizar a religião é "um erro de perspectiva".
"Basta ler objetivamente a História para ter consciência da importância da religião na formação das culturas e do seu papel na formação do habitat do homem".
Para João Paulo II o cristianismo é um patrimônio da civilização.
Convocou e desenvolveu os Sínodos para os Bispos da Europa, da África, das Américas, da Ásia e da Oceania.
Em seu pontificado foi concluída a redação do Código de Direito Canônico. Foi também redigido e promulgado o Catecismo da Igreja Católica.
Realizou seis consistórios com nomeação de 137 novos Cardeais.
Promoveu alguns encontros marcantes no campo do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. Entre eles, destaca-se o primeiro Dia Mundial de Oração pela Paz, no dia 27 de outubro de 1986, em Assis, Itália.

Faleceu no dia 02 de abril de 2005, ás 21 horas e 37 minutos, horario de Roma ( Vaticano ).

  BENTO XVI ( 2005- - 2013)

O Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Pontifícia Comissão Teológica Internacional, Decano do Colégio dos Cardeais, nasceu em Marktl am Inn, na Diocese de Passau (Alemanha) no dia 16 de abril de 1927, o pai era Comissário de Polícia, provinha de uma antiga família de agricultores da Baixa Baviera.
Transcorridos os anos da adolescência em Traunstein, foi chamado nos últimos meses da Segunda Guerra Mundial para os serviços auxiliares nas baterias anti-aéreas.
De 1946 a 1951 - ano no qual, no dia 29 de junho foi ordenado sacerdote iniciando, a sua atividade como professor – estudou filosofia e teologia da Universidade de Munique e na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising. Do ano de 1953 é a sua dissertação “Povo e casa de Deus na Doutrina da Igreja de Santo Agostinho” com a qual se doutorou em Teologia. Quatro anos depois obtinha a livre docência com um trabalho sobre “Teologia da História de São Boaventura”.
Foi encarregado do Ensino de Teologia Dogmática e Teologia Fundamental na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, prosseguindo com o ensinamento em Bonn de 1959-1969; em Münster, de 1963-1966 e Tubinga, de 1966-1969. Neste último ano se tornou professor ordinário de Teologia Dogmática e História dos Dogmas na Universidade de Ratisbona e Vice-Presidente da mesma Universidade. Em 1962 adquiria notoriedade internacional intervindo como consultor teológico do Arcebispo de Colonia, Cardeal Joseph Frings no Concílio Vaticano II ao qual deu uma notável contribuição.
Entre as inúmeras publicações ocupam um lugar particular a Introdução ao Cristianismo, coletânea de aulas universitárias sobre a profissão de fé apostólica, publicada em 1968; Dogma e revelação, uma antologia de ensaios, pregações e reflexões dedicadas à pastoral, que saiu em 1973. Ampla ressonância obteve, porém, à sua intervenção pronunciada diante da Academia Católica Bavarense sobre o tema “Por que eu estou ainda na Igreja?”, na qual afirmava: “Somente na Igreja é possível ser cristão e não fora da Igreja”. Do ano de 1985 é a sua obra Relação sobre a fé; de 1986 é sua obra “O sal da terra”.
Em 24 de março de 1977, o Papa Paulo VI o nomeou Arcebispo de München e Freising. Em 28 de maio recebia a consagração Episcopal sendo o primeiro sacerdote diocesano a assumir depois de 80 anos o governo pastoral desta grande Diocese da Bavária.
Pelo Papa Paulo VI foi criado e publicado Cardeal no Consistório de 27 de junho de 1977, como Cardeal Presbítero do Título de Santa Maria Consoladora no Tiburtino, recebendo depois o Título da Igreja Suburbicária de Velletri-Segni (5 de abril de 1993 quando foi indicado como Cardeal Bispo) e da Igreja Suburbicária de Ostia (30 de novembro de 2002, ao ser eleito Decano do Colégio dos Cardeais).
Foi o relator da V Assembléia Geral do Sínodo dos Bispos (1980), sobre o tema “A missão da Família Cristã no Mundo Contemporâneo” e Presidente delegado da VI Assembléia do Sínodo dos Bispos (1983) sobre “Reconciliação e Penitência na missão da Igreja”.
Em 25 de novembro de 1981, foi nomeado pelo Papa João Paulo II, de saudosa memória, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé; Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Pontifícia Comissão Teológica Internacional.
Em 5 de abril de 1993, começou a fazer parte da Ordem dos Cardeais Bispos do Título da Igreja Suburbicária de Velletri-Segni.
Em 6 de novembro de 1998, foi eleito Vice-Decano do Colégio Cardinalício. Em 30 de novembro de 2002, o Santo Padre João Paulo II aprovou sua eleição, feita pelos Cardeais da Ordem dos Bispos, como Decano do Colégio Cardinalício.
Foi Presidente da Comissão para a Preparação do Catecismo da Igreja Católica, que depois de seis anos de trabalho (1986-1992), pode apresentar ao Papa o novo Catecismo.
Em 10 de novembro de 1999 recebeu o Doutorado Honoris Causa em Jurisprudência pela LUMSA-Roma.
Desde o dia 13 de novembro de 2000 é Acadêmico Honorário da Pontifícia Academia das Ciências.
Foi membro: Do Conselho da Segunda Sessão da Secretaria de Estado; Das Congregações: para as Igrejas Orientais, para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para os Bispos, para a Evangelização dos Povos e para a Educação Católica; Dos Pontifícios Conselhos: para a Promoção da Unidade dos Cristãos; e da Cultura; Das Pontifícias Comissões: para a América Latina e “Ecclesia Dei”.
O recém-eleito Papa Bento XVI presidirá a solene missa de inauguração de seu pontificado no próximo domingo 24 de abril, às 10h da manhã (horário de Roma), 5h, em Brasília.


  PAPA FRANCISCO ( 2013,,,,,,,,,,,,,,,,,)

Francisco é o 266º papa da história da Igreja Católica.

Nascido em Buenos Aires, capital da Argentina, em 17 de dezembro de 1936, Jorge Mario Bergoglio estudou Farmácia em sua adolescência antes de despertar sua vocação para a vida religiosa. Cursou o seminário em Villa Devoto e entrou para a Companhia de Jesus aos 19 anos de idade. Estudou Teologia e Filosofia na Universidade de San Miguel simultaneamente à sua ordenação como padre.

Jorge Mario Bergoglio dividiu seu tempo entre vida religiosa e acadêmica. Foi reitor da Faculdade de San Miguel por seis anos e recebeu o título de Doutor na Alemanha. Em 1992, foi nomeado bispo. Em 1997, foi elevado a arcebispo e passou a chefiar a arquidiocese de Buenos Aires. Seu trabalho foi reconhecido pelo Papa João Paulo II que o nomeou cardeal em 2001.

O Cardeal Jorge Mario Bergoglio foi membro da Congregação para o Culto Divino e para a Disciplina dos Sacramentos, membro da Congregação para o Clero e da Congregação para os Institutos da Vida Consagrada e das Sociedades da Vida Apostólica e foi membro também do Conselho Pontifício para a Família e da Comissão Pontifícia para a América Latina.

A atuação religiosa de Jorge Mario Bergoglio em sua terra natal caracterizou-se por posicionamentos conservadores e radicais. Durante a ditadura militar argentina, a Igreja Católica foi criticada por não fazer oposição ao regime autoritário e não se manifestar sobre os sequestros e desaparecimentos de adversários políticos. Jorge Mario Bergoglio é processado desde 2005 pelo suposto envolvimento com o sequestro de dois missionários jesuítas e de uma criança em 1976. Mais tarde, durante o governo dos Kirchner, Bergoglio chegou a ser considerado o principal opositor. Em função das desavenças, ele e Nestor romperam definitivamente. Cristina Kirchner, por sua vez, tentou uma aproximação quando o marido faleceu, mas houve um grande desentendimento com Bergoglio em 2010, quando a Argentina se tornou o primeiro país da América Latina a legalizar o casamento entre homossexuais. Na ocasião, o cardeal declarou que a medida era um ataque destrutivo aos planos de Deus e que a adoção de crianças por casais homossexuais era uma maneira de discriminá-las. A presidente Cristina Kirchner retrucou dizendo que as lideranças religiosas ainda vivem na Idade Média. Jorge Mario Bergoglio é considerado um conservador ortodoxo em assuntos como aborto, sexualidade, casamento homossexual e uso de métodos contraceptivos. Por outro lado, é um intenso defensor de ajuda aos pobres e costuma apoiar programas sociais e contestar políticas de livre mercado.

Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa pelo conclave no dia 13 de março de 2013 para ser o sucessor do Papa Bento XVI, que renunciou ao cargo no dia 28 de fevereiro. O cardeal argentino já era cotado para assumir o papado em 2005, no conclave que elegeu o cardeal Joseph Ratzinger, mas sua posse foi prorrogada. Em 2013, ele se tornou o primeiro papa latino-americano da história da Igreja Católica, assumindo o nome de Papa Francisco (será chamado de Francisco I apenas quando existir Francisco II, segundo o Vaticano).

O Papa Francisco assume a Igreja Católica em meio a muitos escândalos de pedofilia e de administração do Vaticano. Seu maior desafio é reverter a queda no número de fieis ao catolicismo. O novo papa é natural do continente com maior número de católicos no mundo, que, no entanto, já registra também uma diminuição acentuada no número de fieis. Parece, contudo, que o Papa Francisco não oferecerá nenhuma mudança em relação às posturas mais conservadoras da Igreja Católica, motivo pelo qual alguns críticos a consideram uma instituição ultrapassada. Mas a devoção que apresenta por São Francisco de Assis deixa a esperança de que atue mais efetivamente no combate a pobreza.